Nosso corpo, esse estranho conhecido

Se você pensar bem, seu corpo até pode pertencer a você, mas nem é tão seu assim. Não falo em termos jurídicos, porque o direito é uma dessas ficções que a gente cria pra ordenar um pouco o mundo. Também não falo de religião nem desse deus que por algum motivo teria pensado em você…

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Tudo bem Totó, não vamos voltar para o Kansas

Eu tenho tido um sonho recorrente nos últimos meses. Não chega a ser um pesadelo, e eu não acordo gritando ou caída no chão como chegou a acontecer em outras épocas. Os detalhes do sonho mudam, mas a base é a mesma: eu estou andando na minha cidade, e as ruas não estão nos lugares…

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Encontrando fantasmas das minhas avós

A rua voltou a ser de paralelepípedos, como na minha infância. Na esquina eu vejo o terreno baldio onde hoje é uma padaria, e nas calçadas as crianças que são mães das que não brincam mais na rua. A casa da minha avó Safira fica bem no meio disso tudo, comprida e sem janelas laterais,…

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O gênero do cuidado: por que as mulheres da sua família estão exaustas?

É bem provável que exista um doente na sua família agora. Alguém que precise de cuidados constantes, vigilância, e aquele tipo de amor que só vem depois de vários sapos engolidos e muita exaustão. Talvez nem seja um doente, seja um bebê, uma criaturinha vulnerável e incrível, como só os bebês humanos conseguem ser.

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Qual o problema da solução fácil?

Ontem eu apresentei um trabalho de faculdade sobre a crise dos opióides nos Estados Unidos. Tá feia a coisa lá, tem mais gente morrendo de overdose de remédio do que morria de AIDS no auge da epidemia. Até o Prince morreu de opióide, e um dos mais fortes, o fentanil.

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Casamento é legal, o problema é o fã clube

O dia em que eu me casei passou longe de ser o mais feliz da minha vida. Acho que não entra nem nos top 20. Mas se o critério for tensão e desespero, ele chega perto de ser medalhista olímpico. Não tinha muito como ser diferente, considerando o estado em que eu me encontrava naquela…

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Uma animadora história de depressão

E u tive depressão pela primeira vez aos 18 anos. Era um ano mais velha que a menina da série badalada de que vocês tanto falam — a série que eu não tive coragem de ver, mas que eu acompanho pelas redes sociais. Foi uma época muito confusa da minha então curta existência, e eu…

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Lar, onde meu pai está

Eu li O Estrangeiro pela primeira vez aos 18 anos. Minha mãe não tinha morrido ainda, meu pai ainda não tinha Alzheimer, e eu não tinha experiência de vida pra apreciar uma obra daquelas. Pra ser sincera eu continuo não gostando muito, mas foi marcante ter relido esse livro ano passado. E não só porque foi o primeiro livro de gente grande que eu li…

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