Eu, meu pai e o Alzheimer entre nós

Quando eu era mais nova, meu pai adorava contar o que ele faria quando ficasse velho. Entre os planos estava xingar como Dercy Gonçalves, bater com uma bengala em todos os passantes e infernizar a minha vida e a da minha irmã caso ele fosse parar em uma casa de repouso. Uma velhice cheia de…

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Eu não nasci pra trabalho, eu não nasci pra sofrer?

Eu não trabalho. Na verdade nunca tive desses empregos de verdade, com carteira assinada, benefícios, essas coisas. Sabe quando Getúlio Vargas falava em trabalhadores do Brasil? Ele não estava falando de mim (até porque eu nem era nascida no tempo em que ele era presidente).

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Eu e você: mosaicos de partes dos outros

Uma das diversões de ter filhos biológicos é ficar tentando traçar a origem familiar de cada parte do corpo da criança. Até dos bebês, que não têm cara de nada. É como se fôssemos todos um jogo de desmontar, o Frankenstein da mamãe.

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Por que escrever é como cagar

“Escrevo porque gosto, cago porque preciso”: seria a minha frase de parachoque, caso eu tivesse um caminhão. Se bem que na verdade mesmo eu preciso é fazer os dois, escrever e cagar. Você tem que ver como eu fico insuportável quando deixo acumular ideias ou material orgânico destinado à excreção.

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20 anos incríveis (que passei usando óculos)

Às vezes eu vejo na timeline de alguém no Facebook um desses posts estilo “é, tô ficando velho (a)”. Aí a pessoa comenta que tá gorda, ou com cabelos brancos, ou que os filhos dos amigos, olha que surpresa, cresceram. E às vezes a pessoa só começou a usar óculos, aparentemente um símbolo mundial de decadência.

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Sofrer nos torna melhores? (Ou pelo menos escritores melhores?)

Minha mãe era uma pessoa bastante religiosa. E com isso eu quero dizer que ela passou por várias religiões e não renegou nenhuma, achando que todos os caminhos eram válidos pra chegar no mesmo lugar. Quando eu era criança ela estava na fase católica, e uma coisa que me marcou bastante foi a oração “Salve Rainha”.

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“Você é D+”de Sandy e Júnior- um disco, um mito

Sandy e Júnior começaram a fazer sucesso quando eu estava na primeira série do fundamental. E eles ainda não tinham parado em 2002, quando eu entrei na universidade. Se eu não me engano, eles ainda continuaram depois que eu me formei, em 2007.

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