Enxergando estrias nos prédios

Aqui na minha rua tem um prédio com rachaduras superficiais que foram cobertas com massa corrida e agora parecem estrias. Eu acho legal ficar olhando pra elas, ver onde começam, até onde vão e os desenhos que vão formando no caminho. A gente nunca pensa nas nossas próprias estrias de forma positiva, são tratadas como…

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Cantando nós honramos nossos mortos

Era uma vez um pastor grego que tava lá cuidando da sua vida e do seu rebanho quando foi interrompido pela chegada das Musas. E elas não saíram da parede cantando “I’m alive”, nem se pareciam com a Olivia Newton-John e muito menos andavam de patins. Aquele filme Xanadu ó, músicas ótimas, mas só mentiras.

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Eu, meu pai e o enigma de Mrs Robinson

Se alguém me perguntasse qual o meu filme favorito, eu teria sérios problemas pra responder. Acho que acabaria nem conseguindo. Já se a pergunta fosse qual o mais querido, aquele que me faz ter um carinho especial, mesmo reconhecendo algumas falhas aqui e ali, ah, esse com certeza é A Primeira Noite de um Homem (The…

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Eu luto pessoal e coletivo também

Eu estou acostumada a sofrer sozinha ou quase sozinha. Quando minha mãe morreu éramos só eu, Thaís e meu pai. Quando meu pai adoeceu éramos eu, Thaís e Lucas. Eram lutos tão particulares que eu demorei pra conseguir compartilhar com os outros, esses outros que não sofriam como eu, só pegavam uma dor de segunda…

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A tragédia começou na praia

Eu cresci perto da praia, tanto que nem me lembro de quando vi o mar pela primeira vez. Mesmo assim aos oito anos eu não conhecia as caravelas, as primas das águas-vivas que queimam quase do mesmo jeito. São tão bonitas aquelas coisinhas coloridas na areia, foi o que eu e minha irmã pensamos quando…

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Quando meu pai me esqueceu

Aconteceu sábado passado, mas eu já desconfiava há algum tempo. Chamei meu pai de pai, e ele não entendeu. “Pai?” foi a resposta-pergunta que eu ouvi. Tentei contornar dizendo meu nome, mas não fez diferença. Desisti e resolvi só me concentrar na tarefa de conduzir até o carro uma pessoa que anda com dificuldade e…

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Parece azar mas é só depressão?

Eu faço diário todos os dias. Na verdade nem todos os dias, às vezes eu fico cansada, ou o remédio pra dormir bate super rápido, o que às vezes é legal porque as entradas ficam surreais e eu dou altas risadas no dia seguinte. Daí que eu sei quando os textos começam a ficar muito…

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Nosso corpo, esse estranho conhecido

Se você pensar bem, seu corpo até pode pertencer a você, mas nem é tão seu assim. Não falo em termos jurídicos, porque o direito é uma dessas ficções que a gente cria pra ordenar um pouco o mundo. Também não falo de religião nem desse deus que por algum motivo teria pensado em você…

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Sobre monstros e armas

Alguns monstros não morrem nunca. Você atira neles, esfaqueia, joga do alto de um prédio, taca fogo e mesmo assim eles aparecem bem serelepes no filme seguinte. Toda mocinha que se preze tem que manter a arma debaixo do travesseiro, mais ainda se o monstro dela é uma estrela de várias sequências tipo Sexta-feira 13…

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Natal, bobagem!

Quando eu tinha sete anos eu comecei a desconfiar que aquela história de Papai Noel não fazia sentido nenhum. Nossa casa era completamente trancada à noite, meu pai tinha TOC (de verdade) e verificava todas as portas milhões de vezes. E nós tínhamos grades nas janelas, impossível que alguém passasse. Sobrava só mágica mesmo. Naquele…

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